quinta-feira, 28 de junho de 2012

Sete anos e a vida inteira.

Cicatrizes deixam marcas para que a gente não se esqueça o que aprendemos com os machucados. 

Se eu não tivesse tido a coragem de ver que algo entre nós tinha mudado, essa semana estaríamos juntos há 07 anos. Não estamos mais juntos... Não te vejo há 03 anos. Exceto pela aquela vez que te vi de relance no metrô... gritei o seu nome e quando dei por mim estava andando abaixada no meio da multidão com as pernas tremendo. Era véspera de natal... Podia ficar sem essa, né?

Sete anos. Hoje posso dizer que esses sete anos não são nada perto de todos os anos que eu vou viver com você. Podemos não estar juntos e não nos ver nunca mais... mas tudo o que a gente viveu estará para sempre comigo. Eu ainda me pego rindo sozinha das nossas piadas internas... às vezes solto umas e me pego constrangida com o olhar das pessoas boiando. A gente se divertia com as nossas besteiras, isso ninguém pode negar. 

E também tem as músicas... Fields of Gold do Sting... Djavan. John Mayer. Queen. Pink Floyd. Ah... Pink Floyd - Pulse... não tem como não ouvir e não sentir o seu cheiro. 

E os marzipans? Já me peguei parada por alguns minutos em frente à vitrine de marzipam no Rodoserv. Viajando... lembrando... rindo...

Hoje eu sua lembrança só me traz paz. Paz de ter superado. De ter cicatrizado. Paz de poder desejar o seu melhor. O meu melhor. 

E para sempre, no escuro do meu quarto, pedirei sua paz e proteção. Obrigada pela passagem em minha vida. Espero ter feito tão bem à você quanto você me fez. Fique em paz.

É Tuxo... escapamos por um triz.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

À Primeira Vista.





E agora? O que eu faço?  Foi só olhar pra você que sua imagem ficou tatuada em minha retina. Seu sorrisinho tímido e seu olhar curioso não saem da minha cabeça. Quase sempre me traz um sorriso bobo no rosto. Quando não, me traz uma carinha triste em pensar... Quem é você? Onde te encontro? 

Não senti... mas sei que seu cheiro é bom. Viciante. Eu já sinto falta dele... As músicas de Paul ficaram ainda mais belas saindo de seus lábios... No More Lonely Nights... Fiz questão de te admirar cantando. 

Fico te procurando pela cidade... Rosto por rosto no metrô à sua procura. Você não se lembra? Conversamos a volta toda do trabalho... Ah... é verdade. Foi minha imaginação. Mas nos divertimos muito. Ah.. o amor platônico... Maybe I'm Amazed... Com certeza estou... 

Espero que você curta o Ringo. E que eu te encontre lá dia 19. Até lá... vou esperar o meu cel tocar todos os dias...

:) Considere meu sorrisinho... ALC.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Fui lá fora.

Não sei em que momento eu quebrei. 

Engraçado isso... falar que alguém quebrou... mas é como eu me sinto às vezes... Me conhecendo como eu fui e como eu sou.

Eu era sempre a primeira da turma... A pró ativa... A que tinha as idéias e liderava o grupo... A que tinha cinco projetos em andamento e mais 7 na cabeça... A que ficava horas alugando um ouvido disponível pra contar seus planos e sonhos...

Hoje eu sou a menina que trabalha ali... feliz com o trabalho mas que vive sonhando com as férias e com a hora de chegar em casa e dormir... dormir... dormir...

Talvez isso se chame amadurecimento... não sei... só sei que se for... é muito chato amadurecer... 

Em que momento da vida eu quebrei e perdi todos aqueles sonhos? Onde eles foram parar? Onde foi aquela vontade de ser, fazer e viver? Qual foi o tapa na cara que a vida me deu que me deixou assim? Ou será que o tapa foi em outra pessoa e eu fiquei só ali observando e sentindo aquela dor? Em que momento da vida eu... receio em dizer... em acreditar... mas em que momento da vida eu desisti?

Antes a primeira da classe e hoje julgada por todos por ser uma aluna com problema de horário... Sempre atrasada... e pior... julgaram até minha vontade e dedicação para com a minha personagem... Parem o mundo... quem sou eu? quero descer! e voltar para aquele tempo em que eu dava as soluções e nunca criava os problemas!!!

Eu tô com medo... de verdade. 
Agora preciso ir ali fora... chorar. depois passa. sempre passa.