quarta-feira, 23 de maio de 2012

a rebeldia.

Eu não fui... faltei... e faltaria de novo se hoje se repetisse 49 vezes. 



Não... não vou ganhar nada com isso.
Sim, estou sendo infantil.
Não, não quero confete.
Sim, preferi ficar na minha.
Não... não estou de TPM.

Preferi ficar na minha... pra não ofender ninguém, não atrapalhar ninguém e não me machucar ainda mais com essa desilusão. Nunca me senti tão mal no palco (não, ainda não subi no palco... mas não estou à vontade com o papel, com a peça, comigo como atriz...).

Sim... acho que ela me estragou porque eu deixei ser estragada.

Sei lá. Fechem as cortinas. Dionísio me abandonou! 

Som! Fúria! Contado por uma maluca procurando significado!

...

Acho que preciso dormir.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Non, je ne regrette rien.



Não! Eu não me arrependo de nada. 

Não me arrependo dos "nãos". Dos "sims". Dos choros. Das gargalhadas. Das broncas. Das dores e dos amores. Não me arrependo de ter comido aquele chocolate no meio da dieta. Nem daquele porre que me fez acordar com dor de cabeça no dia seguinte. Não me arrependo de ter dito "eu te amo" quando amei. E do "não dá mais", quando não dava mais. 

Não me arrependo das minhas tatuagens. Do meu piercing. De ter mudado o cabelo. Da profissão. Das escolhas. Não, não me arrependo de nada... De ter deixado os cachorros entrarem em casa escondidos e levar bronca. De roubar docinhos da mesa de festa para os priminhos. De ter mentido uma vez ou outra pra aprender que não devo mentir nunca.

Não me arrependo dos erros... Que me ensinaram não errar mais.




Non, je ne regrette rien!

Peraí! Me lembrei de algo que eu me arrependo! De não ter dado aquele beijo no Edgar na 8ª série. Adolescente. Tímida. Eu gostava dele. Ele gostava de mim. E com vergonha eu disse não. Não me arrependo de quase nada.

That's my way Kiki.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

de repente.

E de repente eu cresci.

Foi bem estranho eu entender que agora sou adulta. Por mais que minha priminha Marina me chamasse de pós-adolescente, eu sei. O peso de ser adulta já estava se fazendo grande para eu deixar de notá-lo. As preocupações são sérias. Não que as da infância não tivessem sido... mas agora é diferente. O peso é diferente. O sabor é diferente. E o preço é muito diferente. 

Um dia você reclamava da prova de matemática... Quando chegou no seu projeto de conclusão de curso você sentiu uma saudades da prova de matemática do Seu Clóvis e achou que nunca sentiria falta da época do TCC. Até que em um feriado qualquer você: trabalhando virada, com sono, cabelo desarrumado, unhas feias, saudades dos amigos, saudades da família, com a casa bagunçada - resolve ligar para a casa dos avós com todos reunidos e falam: Só tá faltando você aqui. Nesse momento você sente o peso. A dor. E sente falta da época do TCC.

Essa grande máquina de dar certo que é o mundo nos coloca em situações em que você se vê obrigado a pelo menos escolher algo com que curte trabalhar para sobreviver e eu não sei em que momento algumas pessoas trocam o trabalhar para viver e começar a viver para trabalhar. Sem contar que muitas você acaba gastando seu rico dinheirinho, suado... em remédios e médico para tratar ansiedade, gastrite, queda de cabelo... tudo fruto do tão moderno e na moda Stress... E quando viu... Sua tia querida engraçada, que fazia você pegar doces escondidos para ela, não estará mais lá... ela se foi... e aquele dia que você deixou de ir vê-la, e levar um chocolatinho escondido nunca mais irá voltar... Quantas pipocas do papai você perdeu. Quantas histórias do vovô deixou de ouvir. Quantos abraços de mãe você deixou de ganhar... e o pior... Quantos "eu te amo, viu?" você deixou de dizer.

Faça o que você ama. Ame o que você faça. Mas não viva pra trabalhar... Trabalhe pra viver sua história.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

o universo.

De repente eu entendi.


Dessa vez não vou olhar pra cima e perguntar "Por quê?" Dessa vez eu ouvi você me perguntando isso. E eu não sabia a resposta. Tinha tudo o que eu pedi. Em outras pessoas... mas estava tudo ali. E eu querendo correr e deitar na minha cama com meu edredom de malha abraçada no sempre companheiro Elvis... Agora eu entendo... quando você tantas vezes riu da minha cara foi porque eu tantas vezes ri da sua? É isso? 


Eu mereço então. Alguma coisa em mim quebrou e eu não sei em que momento foi... Mas quebrou e eu acho q vou me contentar em curtir minhas paixões platônicas pelo professor x, pelo mocinho de olheiras da banda, pelo nerd do refeitório... assim eu me distraio... e quando eu não quero mais, eu sei que o Elvis estará lá sempre, me oferecendo o mais macio dos abraços. 

Princesa sempre pronta pro sapo e sem paciência pro príncipe...

Agora não irei mais reclamar. Não posso mais. Eu entendi. Eu. Entendo.


sábado, 5 de maio de 2012

dança comigo.

Não disse nada.



Apenas olhei. Talvez tenha dito com os olhos. Sim... acho que disse. Dança comigo? Não sei de onde veio essa idéia... Foi naquela torca de olhares. Talvez tenha sido. E o tempo parou... o silêncio reinou... Dança?

Quase me vi estendendo-lhe a mão... Ainda bem que não o fiz. Ele não entenderia nada. Mas acho que ele me ouviu. Me ouviu com os olhos. Sim... acho que ouviu.

Seus olhos, seu corpo e suas covinhas no cantinho da boca me responderam um sonoro e cinza nada. Não dançou. E lá eu fiquei com os olhos de mão estendida na multidão. E assim eu fiquei. Acho que assim eu estou. Sim... acho que estou até agora com as mãos estendidas. Com os olhos que não se calam. 

Dança comigo? 



sexta-feira, 4 de maio de 2012

o apelido.

E hoje eu ganhei um novo apelido.




Um apelido carinhoso de alguém que nunca me vira. De RDBV virei PVDF - ou pontinho vermelho do Frans. 
E lá estava eu. De canadá. Ele de Vancouver. Ou Montreal?não lembro bem. 
Eu vermelha. Cabelos. Blusa. Unhas. Rosto. Ele sorrindo. 
Pelo segundo dia eu me dei o luxo de não pensar em nada. Não julgar. Não fazer nenhuma prospecção. Só curtíamos nossos sucos exóticos e falávamos do medo de tomar aspartame. 

Fui embora... um pontinho vermelho pela rua. Ele foi embora. Um pontinho sorrindo esperando em minha cara uma confirmação sincera de um novo momento.

Foi sincera.

Mas o pontinho vermelho está vacinado. E como só nós do interior entendemos: Cachorro picado por cobra, tem medo de linguiça... Entendeu?

quinta-feira, 3 de maio de 2012

o abraço.

E ele me deu um abraço. 

Um abraço que durou muito mais tempo que eu esperava. Durou uma eternidade. Não foi só um abraço... foi o abraço. Aquele abraço. Único no universo. Lá, no meio da sala, na frente de todos e ao mesmo tempo era como se só houvesse eu, ele e nossos braços. O resto era um nada. Foi o abraço. Que falou tudo. Que calou tudo. Que explicou tudo. Através do seu olhar de cumplicidade e sorriso tímido, me conduziu quase como se eu fosse flutuando para seus magros e aconchegantes braços. Não pensei em nada. Não quis pensar em nada. Me dei esse luxo. Eu merecia não pensar em nada e viver aquele momento. Depois de passar o dia tentando entender porque o universo gostava de tirar uma com a minha cara... de ficar magoada, não com ele... mas com o universo. Lembro de ter olhado pro céu, num tom de cinza debochado... rindo pra minha cara triste... e eu disse: "precisava mesmo disso?" Enquanto estava em seus braços na eternidade daquele silêncio eu ouvi o universo se desculpando. Obrigada pelo abraço. Obrigada pelas respostas. Obrigada pelo silêncio. Esse abraço foi a melhor resposta pro "dança comigo?" Eu entendi. Agora eu entendi. E ah... universo... Obrigada.