quinta-feira, 10 de maio de 2012

de repente.

E de repente eu cresci.

Foi bem estranho eu entender que agora sou adulta. Por mais que minha priminha Marina me chamasse de pós-adolescente, eu sei. O peso de ser adulta já estava se fazendo grande para eu deixar de notá-lo. As preocupações são sérias. Não que as da infância não tivessem sido... mas agora é diferente. O peso é diferente. O sabor é diferente. E o preço é muito diferente. 

Um dia você reclamava da prova de matemática... Quando chegou no seu projeto de conclusão de curso você sentiu uma saudades da prova de matemática do Seu Clóvis e achou que nunca sentiria falta da época do TCC. Até que em um feriado qualquer você: trabalhando virada, com sono, cabelo desarrumado, unhas feias, saudades dos amigos, saudades da família, com a casa bagunçada - resolve ligar para a casa dos avós com todos reunidos e falam: Só tá faltando você aqui. Nesse momento você sente o peso. A dor. E sente falta da época do TCC.

Essa grande máquina de dar certo que é o mundo nos coloca em situações em que você se vê obrigado a pelo menos escolher algo com que curte trabalhar para sobreviver e eu não sei em que momento algumas pessoas trocam o trabalhar para viver e começar a viver para trabalhar. Sem contar que muitas você acaba gastando seu rico dinheirinho, suado... em remédios e médico para tratar ansiedade, gastrite, queda de cabelo... tudo fruto do tão moderno e na moda Stress... E quando viu... Sua tia querida engraçada, que fazia você pegar doces escondidos para ela, não estará mais lá... ela se foi... e aquele dia que você deixou de ir vê-la, e levar um chocolatinho escondido nunca mais irá voltar... Quantas pipocas do papai você perdeu. Quantas histórias do vovô deixou de ouvir. Quantos abraços de mãe você deixou de ganhar... e o pior... Quantos "eu te amo, viu?" você deixou de dizer.

Faça o que você ama. Ame o que você faça. Mas não viva pra trabalhar... Trabalhe pra viver sua história.

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